É curioso observar o comportamento do brasileiro quando o assunto é proteção patrimonial. Atualmente, cerca de 70% dos veículos no Brasil possuem seguro, segundo dados da Susep. Isso significa que a maioria das pessoas entende a importância de proteger o automóvel.
Porém, quando o olhar se volta para outros bens igualmente valiosos, como a casa, os eletrônicos, as bicicletas e os equipamentos portáteis, a adesão cai drasticamente. Estudos da Mapfre Economics mostram que apenas 17% das residências brasileiras têm seguro residencial. Ou seja, milhões de lares estão desprotegidos contra incêndios, enchentes, roubos e danos elétricos.
Semelhantemente, o mercado de eletrônicos cresce a cada ano. Conforme a IDC, o brasileiro gastou, em média, R$ 2.800 na compra de um smartphone em 2025, sem contar notebooks, tablets e smartwatches. De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, os roubos e furtos de celulares ainda somam quase 1 milhão de ocorrências por ano. Além disso, quedas e danos acidentais são ainda mais frequentes. E, apesar disso, a procura por seguro para equipamentos portáteis ainda engatinha.
Outro patrimônio negligenciado é a bicicleta. Com o aumento do uso de bikes para lazer e locomoção nas grandes cidades, os furtos cresceram 35% nos últimos dois anos, segundo a Rede de Observatórios da Segurança Pública. Mesmo assim, poucos ciclistas contratam seguro para suas magrelas. Igualmente, objetos de valor como joias, obras de arte e instrumentos musicais raramente entram no radar da proteção.
Portanto, embora proteger o carro seja um ótimo hábito, é preciso ampliar o olhar. A proteção patrimonial deve abranger todos os bens que fazem diferença no seu dia a dia e no seu orçamento. Afinal, imprevistos acontecem.
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