O segundo semestre é, tradicionalmente, um período de planejamento financeiro nas empresas brasileiras. Conforme levantamento da McKinsey, mais de 60% das organizações realizam revisões orçamentárias entre julho e setembro, ajustando metas, cortando gastos ou realocando recursos. Contudo, uma pergunta importante raramente é feita nessa hora: quantas empresas revisam seus seguros nesse mesmo período? Infelizmente, a resposta é preocupante. A Deloitte aponta que menos de 30% das empresas atualizam suas apólices de seguro empresarial ao longo do ano, mesmo quando ocorrem mudanças significativas no negócio.
Ao longo do ano, o patrimônio das empresas muda. Novos equipamentos são adquiridos, estoques crescem, veículos são trocados, funcionários são contratados e até o imóvel pode sofrer reformas. Contudo, se a apólice de seguro não for atualizada, a cobertura pode ficar defasada. Um estudo da Allianz Global Corporate & Specialty revela que 40% das empresas que sofreram perdas significativas descobriram, após o sinistro, que estavam subseguradas. Ou seja, o valor segurado não era suficiente para cobrir o prejuízo real.
A gestão de riscos deve andar lado a lado com o planejamento financeiro. Afinal, de que adianta revisar o orçamento para cortar despesas, se um imprevisto não segurado pode gerar um gasto muito maior? A proteção patrimonial empresarial não é um custo fixo que se define uma vez por ano. Ela precisa ser revista sempre que a empresa cresce, muda ou adquire novos bens.
Portanto, neste segundo semestre, ao revisar o orçamento, inclua também a revisão dos seguros. Atualizar valores, incluir novos ativos e ajustar coberturas pode fazer a diferença entre uma recuperação rápida e uma crise financeira.
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